31/08/2011
Apatia com juros sinaliza ameaça ao crescimento econômico
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) comemora a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros, num momento em que todos os sinais já apontem para um esfriamento da demanda interna, e avalia que a posição enérgica do Banco Central na condução da política monetária sinaliza uma horizonte melhor ao crescimento econômico do País.
“Um corte de juros na ordem de 0,5 ponto (percentual) não era apenas uma possibilidade, mas sim uma necessidade, e vinha completamente em linha com o que nós imaginávamos que era o que tinha que ser feito”, disse o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, que reforça: “Diante de um cenário de incertezas externas que apontam para o encolhimento da atividade econômica justamente entre alguns dos principais compradores de produtos brasileiros, não havia outra saída que não essa, e evitar que nosso setor produtivo tivesse problemas ainda maiores daqui em diante”.
Segundo afirmou o dirigente lojista, ao decidir reduzir consideravelmente os juros básicos neste momento, os técnicos do Banco Central assumiram uma postura de sinergia a outros importantes setores do governo, como os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, que, além da própria presidente Dilma Rousseff, seguiam firmes na defesa a uma redução gradual da Selic. “Essa era a resposta que o Brasil esperava, e a postura do Banco Central nesse momento é motivo de orgulho para o movimento lojista, que espera sempre poder contribuir com o desenvolvimento do País.”
Conforme avalia Pellizzaro, manter os juros olhando apenas a inflação corrente era um erro que podia custar muito caro ao Brasil, principalmente porque o que se vê hoje é que a pressão mais forte se concentra nos alimentos e nos serviços, “e ninguém compra bife ou corta cabelo no crediário”.

