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Varejo mantém cautela frente a piso histórico da Selic

O comércio varejista aprovou parcialmente a decisão da última reunião de 2012 do Copom (Comitê de Política Monetária), que decidiu manter a taxa básica de juros da economia brasileira no menor piso já registrado: 7,25% ao ano. Na avaliação da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), a decisão é positiva, no entanto, o consumo, impulsionado pela grande oferta de crédito, corre risco de perder força em função do elevado grau de endividamento das famílias brasileiras, combinado com o crescimento da inadimplência do consumidor. Na avaliação do setor, é necessário que haja uma redução forte na taxa efetiva de juros e um alongamento nos prazos.

Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, a manutenção do menor índice da história da taxa Selic é uma medida importante para combater as incertezas da crise internacional e o rebaixamento da expansão da economia brasileira, que deve ficar aquém do previsto para 2012 e 2013. “Com as taxas atuais, espera-se uma manutenção ou até uma melhora no nível de investimentos no Brasil. Mas é preciso ter cautela, já que o aquecimento econômico pode perder fôlego frente à queda da demanda interna, abafada pelos elevados índices de endividamento do brasileiro.

Na avaliação da CNDL, o afrouxamento monetário mantém sólidos os pilares que vêm sustentando todo nosso modelo econômico atual, baseado nos altos níveis de emprego. No entanto, não é a única medida para controlar a inflação. Os varejistas acreditam que reforços na infraestrutura básica e no setor industrial já aumentam por si só a atratividade para o investimento produtivo. “São medidas que geram empregos naturalmente e reduzem o descompasso entre oferta e demanda, dando fôlego também para o combate à inflação”, avalia Pellizzaro Jr.

Além disso, de acordo com o representante do setor, a redução da produtividade no Brasil é uma consequência de problemas históricos como baixa infraestrutura, mão de obra com ainda baixa qualificação e altíssima carga tributária. “Acredito que o caminho para manter um bom ritmo de crescimento na indústria e no varejo seja desonerar os tributos, cortar os custos de produção e investir em infraestrutura”, defende.

Sistema CNDL

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