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Fonte:Redação

Roque Pellizzaro Junior participa de audiência sobre cartões em Santa Catarina

As taxas e juros abusivos cobrados pelas operadoras de cartões de crédito e a unificação das máquinas para diferentes bandeiras acabando com o oligopólio da Redecard e Visa estiveram em discussão nesta segunda-feira (12/4) em audiência na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Proposto pelo deputado Antônio Aguiar, líder do PMDB no Parlamento catarinense, o evento teve como objetivo reivindicar melhorias para o sistema de cartões, contando com com a participação dos presidentes da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, da FCDL/SC, Sérgio Medeiros, da senadora Ideli Salvatti (PT/SC), de representantes do Banco Central e Ministério Público e dos presidentes da FCDL/MG, José César da Costa, e da FCDL/RS, Vitor Koch.

Além da regulamentação do setor, outras questões foram debatidas pelos presentes. Entre elas, a diferenciação de preços para compras em dinheiro e em cartão de crédito, a disponibilização das máquinas sem a cobrança de aluguel e que transacione cartões de todas as bandeiras, o aumento da concorrência entre as operadoras e seu enquadramento como instituições financeiras. “Trata-se de um problema nacional que precisa ser resolvido com urgência. No caso de Santa Catarina, por termos principalmente o comércio familiar, o impacto das taxas nas transações e aluguel de máquinas é ainda maior. É necessária a regulamentação pelo Banco Central e não uma autoregulamentação como as empresas querem”, destacou Sérgio Medeiros. Ele acrescentou que, só no aluguel de máquinas, as administradoras de cartões lucram em torno de R$ 1 bilhão por ano. Já o presidente da FCDL/RS, Koch, explicou que atualmente, além das bandeiras Visa e Mastercard, que dominam cerca de 90% do mercado, a maioria dos lojistas gaúchos ainda trabalham com o Banricompras (Banrisul), e Hipercard (Unibanco). Isso significa que o lojista paga o aluguel de no minimo quatro terminais.

Roque Pelizzaro Júnior anunciou a nova campanha da instituição que começou nessa segunda-feira com o slogan “Eu quero meu consumidor de volta!”. A campanha pretende orientar os lojistas sobre as alterações no mercado de cartões de crédito que passam a vigorar a partir de 1º de julho.  O presidente insistiu para que os lojistas negociem com as operadoras um novo contrato, sem a fidelização, além da redução das taxas cobradas, prazos de pagamento e modalidades de antecipação. “Não estamos discutindo o custo do cartão de crédito, mas o modelo de Brasil. Se vamos optar por varejo concentrado ou varejo diversificado, no qual se defende o micro e pequeno empresário varejista”, justificou.

Mesmo sendo contra a diferenciação de preço, o promotor de Justiça, Rodrigo Cunha Amorim, alertou que o setor é um mercado lucrativo, difícil de mudar, e que tende a crescer ainda mais. Atualmente, cerca de 21% dos gastos diários dos brasileiros são pagos com cartões de crédito. Em países desenvolvidos os números chegam a 45% dos pagamentos. “É um bom negócio para todos. Bom para o consumidor, que tem 40 dias para pagar, e para o lojista, que reduz a zero a inadimplência. Porém, há um espaço do Estado, que não é ocupado e por isto ele se autorregulamenta, criando regras em seu benefício”, finalizou

Sistema CNDL

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