22/02/2010
Fonte:Infomoney
Mercado eleva estimativa para inflação em 2010
Economistas consultados pelo Banco Central elevaram a estimativa de inflação pela quinta semana consecutiva e esperam que o índice oficial encerre o ano em 4,86%, ante projeção de 4,8% feita anteriormente.
A previsão está na pesquisa Focus, feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. O valor ficou acima da meta estabelecida pelo governo para o ano (4,5%).
O mercado aumentou ainda a estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2010 de 5,51% para 5,58%. Para o ano que vem, a estimativa é de crescimento de 4,5%.
Os economistas mantiveram suas previsões para a taxa básica de juros (Selic) para 11,25% no fim do ano. A taxa está atualmente em 8,75% –no fim de janeiro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC manteve a taxa nesse patamar pela quarta reunião seguida. Para 2011, a projeção passou de 11% para 11,25%.
Outros índices
O mercado elevou quase todas as projeções relativas a índices de inflação em 2010. A previsão para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) para 2010 passou para 5,58%, ante 5,51%, na sexta semana de alta.
Para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), subiu para 5,30%, ante previsão de 5,26% da semana anterior, também na sexta vez em que a projeção é elevada. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos e preços administrados, como contas de luz e aluguéis.
Já para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a projeção caiu de 5,28% para 5,26%. Para o ano que vem, a estimativa para os três índices é de 4,5%.
A projeção feita pelos economistas para o dólar foi mantida em R$ 1,80. Em 2011, a estimativa é que encerre o ano em R$ 1,85.
A previsão para o superavit da balança comercial foi mantida em US$ 10 bilhões e para o deficit nas transações correntes caiu para US$ 50 bilhões (ante US$ 50,05 bilhões anteriormente).
A estimativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 38 bilhões e a projeção para a relação dívida/PIB ficou em 41,7%.

