27/09/2010
Fonte:Assessoria de Imprensa da CNDL
Jim Cunningham abre ciclo de palestras na 51ª Convenção Nacional
O consultor norte-americano Jim Cunningham abriu o ciclo de palestras da 51ª Convenção Nacional do Comércio Lojista na manhã desta segunda, 27, em Florianópolis/SC. Com o tema “A magia da Disney e os segredos da excelência em serviços o consultor apresentou que o segredo de um bom atendimento está na realização dos colaboradores. Durante a palestra, o consultor ainda brincou e descontraiu a plateia de mais de 5 mil convencionais.
Encantar o cliente – O mestre em psicologia – também conhecido por construir modelos de serviços de qualidade em empresas como Saab Volvo, Ford Motors Company, Chrysler Finance, O Globo e Banco do Brasil – considera outro ingrediente essencial para o sucesso de um negócio: a felicidade. “O que você é pago para fazer? Fazer as pessoas felizes é a resposta que a Disney espera ouvir dos seus profissionais”, conta. Na Walt Disney, a satisfação dos visitantes é medida pelo fator ‘Uau’. “Quanto mais uaus, mais eficiente consideramos o serviço”, explica.
Cunningham reconhece que conquistar o público é uma arte. Considera que um negócio de qualidade corresponde a 10% de produto e 90% de serviço. E acredita que o que determina o retorno ou não de um cliente é o serviço prestado. “Os funcionários não devem ser treinados para o sucesso da empresa, mas para o sucesso de cada um. O segredo de um bom atendimento está na auto-realização”, garante o executivo. Para ele, existem dois tipos de líderes: os bons e os ótimos. “Você é um bom líder quando o seu time confia em você. E um ótimo líder quando seu time confia em si mesmo”, ressalta.
Cartão de Crédito
O crescente uso dos cartões de crédito e suas consequências para a atividade comercial foram temas da segunda palestra do dia. Mediada pelo economista e consultor Nelson Barizzelli, participaram da discussão Roque Pellizzaro Júnior, presidente da CNDL, e o empresário Deusmar Queiroz, presidente do grupo de farmácias Pague Menos. Segundo Barizzelli, a tendência aponta para um crescimento constante na utilização de meios eletrônicos de pagamento, ao contrário de outras formas, como o cheque, cujos números mostram que está estacionada e com perspectivas de queda.
Porém, de acordo com o consultor, a venda via cartão de crédito apresenta alguns desafios para o empresário do comércio. Primeiro é a inexistência de tratamento diferenciado para segmentos específicos, sendo que todos os ramos do varejo são considerados iguais. Um segundo desafio é o impacto financeiro da utilização desse meio, com custos que o lojista é obrigado a repassar ao consumidor. Por fim, Bazzarelli citou a popularização da utilização do cartão e com isso a possibilidade de aumentar a inadimplência.
Já Roque Pellizzaro Júnior relatou o trabalho que a CNDL vem desenvolvendo para equacionar alguns problemas enfrentados pelos lojistas com a utilização de meios eletrônicos. O presidente da entidade relatou que desde 1º de julho, com a unificação das máquinas para o recebimento de diferentes bandeiras de cartões, a situação apresentou uma relativa melhora. “Agora o lojista pode negociar com as diferentes empresas e conseguir algumas vantagens, como a eliminação do aluguel da máquina e também a redução da taxa cobrada pelas empresas credenciadas. Hoje o valor dessa taxa já caiu em torno de 35%”, salientou. Mas é necessário fazer muito mais, diz Pellizzaro, pressionando as administradoras de cartão a diminuírem ainda mais os custos repassados aos comerciantes.
Cenário Econômico Atual
“Não vou vender ilusões, há tempos de vacas gordas e de vacas magras e não podemos nos acomodar diante do atual e excepcional momento econômico brasileiro. Não se acostumem com 2010”, destacou o guru da economia Eduardo Giannetti durante a terceira palestra do dia. Professor do Instituto de Ensino e Pesquisa de São Paulo, frisou que o maior risco para a vigência deste cenário econômico favorável é a complacência. “Por duas vezes depois da Segunda Guerra Mundial o Brasil viveu situações similares a esta, era a bola da vez, visto como potência emergente. Mas não soubemos aproveitar”, disse o autor de best-sellers como Vícios Privados, Benefícios Públicos? (1993) e As partes & o Todo (1995) –vencedores do prêmio Jabuti.
Para Giannetti a realidade não é permanente e para que seja duradoura é preciso trabalhar e pensar no futuro. Ele explicou que o crescimento de 2010 é um ponto fora da curva e dificilmente estes números se repetirão. “Se quisermos melhorar esse crescimento e não voltarmos a cometer os mesmos erros precisamos trabalhar, pois o nosso limite de velocidade de crescimento é baixo”, disse o professor, que brincou que o papel do economista é muitas vezes jogar um balde de água fria. “Não vamos nos iludir, passamos muito bem por uma crise internacional sem precedentes, mas precisamos continuar investindo e poupando.” Segundo ele, o país conseguiu superar a crise porque contava, na época, com reservas na ordem de US$ 210 bilhões de dólares e tinha realizado ajustes importantes nas contas externas. “Sem falar no dinamismo do nosso mercado doméstico”, reforçou.
CDL Jovem
Durante a manhã, a coordenação da CDL Jovem Nacional esteve reunida, presidida pelo coordenador da CDL Jovem Nacional, Davidson Cardoso. Na parte da tarde. Na parte da tarde, durante Encontro Nacional da CDL Jovem os mais de 300 participantes tiveram como desafio construir um castelo medieval. Um game empresarial ambientado na Idade Média, com direito a cenário medieval, rainha, mensageiro e a construção de um castelo no tempo de uma hora. Segundo Renan Alberti Stringhini, coordenador da CDL Jovem na Capital catarinense, o objetivo do jogo era incentivar o corporativismo e empreendedorismo nos participantes com situações da vida real. “Durante o game tiveram que liderar, planejar, improvisar e enfrentar desafios como a escassez de recursos, no caso papel e garrafas, utilizadas na confecção do castelo”, explica.
Agrupados em três equipes – cada uma com uma função (uma montava a base, outra o corpo do castelo e a outra a torre), os jovens foram guiados por arquitetos, que orientavam a construção. “A cada três equipes tinha um arquiteto que era o meio de comunicação entre elas, não podiam trocar informações entre si. Assim mostrávamos a importância de um canal de comunicação eficaz para o êxito de um negócio”, diz Stringhini. No jogo, batizado de “A Magia do Castelo Real”, os 60 minutos de duração para a execução da tarefa equivaliam a dois meses. Segundo Stringhini, o intuito principal não era chegar a um vencedor, mas fazer com que todos aplicassem as práticas do empreendedorismo e aprendessem com a experiência. O encontro de jovens lideranças tem como propósito a troca de experiência e a capacitação de empresários do comércio com idades entre 18 e 35 anos.
Encontro de Videolocadoras
“Os consumidores estão adquirindo TVs cada vez mais modernas e o blu-ray, o sucessor do DVD, será o formato ideal para acompanhar esta evolução tecnológica”, afirma Sara Camargo, empresária e diretora da CDL de Florianópolis, que também organizou o evento paralelo. Ela acredita que o novo formato, por ter segurança contra cópia ilegal, vai aquecer o mercado no varejo e no home vídeo (locações), especialmente com a popularização dos aparelhos de blu-ray, que devem ser uma das vedetes do setor de eletrônicos ainda neste Natal.

