18/06/2010
Fonte:Da Redação
Ferramentas de controle de internet protegem dados e reduzem custos
A internet surgiu para acelerar a comunicação e estreitar distâncias entre pessoas, empresas e entidades, mas também trouxe problemas que não existiam antes de ela ser criada. Na Era Digital, as informações das empresas se tornaram seu bem mais precioso, e também o mais vulnerável. Hoje é perfeitamente possível que alguém entre na sua empresa e roube dados sigilosos sem precisar passar pela portaria.
De acordo com números divulgados pela organização norte-americana Privacy Rights Clearinghouse, nos últimos dois anos vazamentos de dados comprometeram mais de 150 milhões de registros pessoais, e a empresa de análises Forrester calculou que uma falha de segurança pode custar entre US$ 90 e US$ 305 por registro. Os ataques podem vir de programas espiões que monitoram as informações financeiras da companhia, ou mesmo pela interceptação de dados sigilosos no momento da transferência de arquivos dentro de uma rede.
O tamanho do estrago que uma invasão como esta pode causar fez surgir empresas especializadas em proteção e monitoramento de dados. Elas oferecem ferramentas de controle da internet que limitam o acesso a sites perigosos, rastreiam invasões e situações suspeitas na estrutura digital de uma companhia.
Além de proteger a rede de ataques, o serviço também ajuda a reduzir custos. Depois da falta de segurança, o segundo mal da internet é o parque de diversões que trouxe para dentro das empresas. E-mails, bate-papo, redes de relacionamento, vídeos, música, está tudo ao alcance de um clique. “O tempo desperdiçado na internet pode chegar a 25%, quando mal administrado”, diz Adriano Filadoro, sócio-diretor da On Line Brasil, empresa especializada em soluções de segurança na internet, responsável por monitorar mais de 10 mil usuários.
As variáveis de controle de internet são adaptadas para cada tipo de empresa e podem ser personalizadas de setor para setor, usuário para usuário. É possível limitar o acesso a determinadas páginas, ou permitir acesso monitorado, com limite de tempo, etc. “Uma coisa é controlar as informações de uma agência de propaganda, outra é monitorar toda a estrutura de rede de uma indústria. Há elementos comuns, como departamento financeiro, administrativo, etc., mas as permissões de acesso são diferentes para cada tipo de negócio. Não posso censurar a navegação de quem trabalha com a criatividade, por exemplo”, explica Filadoro.
Nesses casos, a solução é conscientizar os usuários. A On Line Brasil precisou criar serviços de informação, como relatórios, newsletters e cursos de capacitação para diretores de TI. Segundo Filadoro, os ataques na internet são como uma moda. “A pessoa recebe um e-mail dizendo ‘meu amigo, você está sendo traído’. Todo mundo sabe hoje que isso é vírus, mas três anos atrás não se sabia. Investigamos permanentemente as ameaças e informamos nossos clientes sempre que surge um novo golpe”, conta.
Na prática, a On Line Brasil tem dois painéis que acompanham as operações digitais dos clientes e, ao identificar uma ameaça, resolvem o problema antes que ele aconteça, como a infecção da rede por vírus, ou mesmo problemas nos equipamentos. “O disco rígido do servidor X vai encher, o sistema nos avisa e ajudamos o cliente a decidir se vai ampliar a capacidade de armazenamento ou remanejar dados”, diz.
O Grupo Back, que possui empresas de vigilância, limpeza, comércio e recursos humanos, precisava de uma solução que interligasse seus equipamentos ao ambiente operacional da empresa, que é todo da Microsoft. Há três anos, a companhia investiu no sistema de segurança da norte-americana Websense para controlar o conteúdo virtual que circulava entre seus usuários. “Adotamos uma solução que deixa transparente para o usuário que ele está sendo monitorado. São liberados apenas sites de instituições financeiras e intranet para o pessoal administrativo. No nível de gerência definimos outra categoria de permissão, em que se pode acessar qualquer conteúdo, exceto e-mails externos, sites de pornografia e redes de relacionamento”, afirma Rodolfo Bernardi, gerente de TI do grupo.
Com turnos de 24 horas por dia, a Back tem cerca de 600 usuários com acesso à internet. O grupo nunca registrou quebra de segurança, mas também não há como ter certeza sobre o vazamento de dados antes da instalação do sistema de monitoramento. Hoje, até os notebooks são rastreados para não haver risco de serem atacados fora e trazerem ameaças para dentro da empresa.
Resultado
A companhia comemora o ganho com segurança e economia, já que, com a redução de transferência de arquivos e acesso a sites não vinculados ao trabalho, a pressão sobre a capacidade de conexão também diminuiu. “Recebemos relatórios de tudo o que é acessado dentro do grupo, e se um colaborador tentou acessar uma página não permitida, isso também fica registrado. Otimizamos o link de internet e sabemos que as pessoas estão de fato trabalhando. Sem contar que podemos ver quais são os sites mais acessados, quem acessa mais a internet, uma série de dados que me permitem gerar indicadores para medir a produtividade do nosso pessoal”, explica.
O custo do ócio virtual é difuso: diz respeito à estimativa simples de quanto o tempo desperdiçado corresponde percentualmente ao salário do colaborador, mas também a uma conta mais difícil, que é quanto de riqueza ele deixa de gerar para a empresa pela queda na produtividade e quanto se gasta com conexão para sustentar o acesso a bobagens. “Instalamos o Websense em uma faculdade que tinha dois links de internet com 20 mega cada, e a utilização caiu 30% só com o bloqueio de sites como YouTube, rádios on-line, sites de relacionamento e páginas perigosas”, afirma Marcelo Eduardo da Silva, analista de suporte da V.Office, parceira da Websense em Santa Catarina.
Para estar plugado e, ao mesmo tempo, seguro, é preciso buscar o equilíbrio e entender a diferença entre monitoramento de risco e invasão de privacidade, o que pode também inibir a produtividade e a capacidade de inovação da equipe em determinadas atividades. Cada empresa precisa buscar a justa medida do bom senso.
Contatos:
Adriano Filadoro (On Line Brasil): (11) 2227-9797
Marcelo Eduardo Silva (V.Office): (48) 3025-8550
Rodolfo Bernardi (Back): (48) 3281-353

