• SPC Brasil


Experiência do consumidor é a palavra chave no primeiro dia da NRF

 

“Não existe um setor mais empolgante para se trabalhar que o varejo”, afirmou Kip Tindell, chairman da NRF e presidente da The Container Store, no primeiro dia da National Retail Federation (NRF) 2016, principal evento de varejo do mundo. Com a estimativa de reunir mais de 35 mil varejistas de todos os países em quatro dias, sendo que cerca de 2000 serão brasileiros, o evento é a prova que o setor não movimenta só os Estados Unidos, conhecido pelo seu forte apelo ao consumo, mas também todo o mundo.

Em sua 105° edição, além das palestras que aconteceram ao longo de todo o dia explorando o varejo, principais tendências, tecnologias emergentes e como impulsionar o crescimento do setor, mais de 540 empresas estão expondo no evento. Outro fato importante da NRF foi a apresentação do relatório “Global Powers of Retailings 2016”, divulgado durante o evento pela Delloite, que mostrou que mais de 13% das 250 maiores empresas do varejo global estão presentes no mercado brasileiro.

De acordo com o relatório, os países da América Latina são os que têm menos presença global, por outro lado, as empresas com a maior participação internacional, entre as 250 presentes no ranking da Deloitte são: Kering (91) países, Inditex (90) e LVMH (80), entre outras.

 

Experiência é a palavra chave

Durante todo o dia, fazer com que o consumidor tenha uma verdadeira experiência durante a compra foi um dos focos principais de muitas palestras. Foi o que explicou Gaurav Pant, vice-presidente da Edgell Knowledge Network, Ricardo Belmar, diretor de varejo da Hughes e Ryan Bonifacino e o vice-presidente da Alex and Ani. Para eles, os varejistas estão reimaginando suas lojas como eixos de varejo multifuncionais – de centros de distribuição ao alcance de melhores experiências para o consumidor.

Para o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, Honório Pinheiro, a experiência que as lojas físicas estão proporcionando é a alternativa que muitas precisam encontrar para sobreviver. “Temos uma geração imediatista e com outra concepção de consumo. O varejo precisa se atentar a esse novo consumidor, levar experiências e oferecer sensação que vão muito além de produtos é uma boa alternativa para a sobrevivência”, diz Pinheiro. Para Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil, o foco das discussões da NRF deste ano deixou de ser tecnologia e se voltou para experiência de compra.

Outra importante palestra que aconteceu durante o dia foi com a presidente da América do Norte da The Hershey Company, Michele Buck. Para Buck a evolução do varejo é a grande razão da companhia ser a número um quando se fala de conceito. A diretora citou também a importância de um banco de dados completo, onde há capacidade real de conhecer com precisão o seu consumidor. “Estamos no Vale do Silício e temos foco em como podemos entender as necessidades do nosso cliente. Buscamos customizar e ampliar nosso mixed de produto e utilizando a tecnologia a nosso favor, dentro das próprias lojas”, afirmou.

CNDL leva ao evento a maior delegação brasileira

Com mais de 200 varejistas, a CNDL, em parceria com a HSM Educação Executiva, orientou os participantes durante todo o dia com informações sobre palestras e resultados dos principais conteúdos. Guilherme Soárez, diretor da HSM, comentou sobre as principais tendências do varejo, que agora está evoluindo de B2C, varejo conversando com o cliente, para o Me to Business, consumidor citando as regras. “Hoje o consumidor pode compartilhar nas suas redes sociais e tirar sua própria self, por exemplo, ele que dita as regras atuais do varejo”, explicou. Soárez ainda explicou que no modelo atual, o varejo deve utilizar suas redes sociais de forma clara e mesclando conteúdo.

Sistema CNDL

Sistema CNDL