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Fonte:Cléia Schmitz

Empresas na internet devem combinar campanhas off-line com ações on-line

 

O Palace Hotel de Campo Grande existe há quatro décadas, mas só em março deste ano lançou seu site na internet. Até então, o empreendimento simplesmente não existia na web. Para a empresária Júlia Chacha, que assumiu a administração do hotel da família há cinco anos, a explicação é simples: “Sempre achei que era melhor não ter nada do que ter um website malfeito e que transmitisse aos clientes uma imagem ruim do negócio. Preferi esperar para fazer bem-feito”.

Pesquisa realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostra que a ausência das empresas no mundo virtual é mais comum do que se imagina. No universo de 1.201 empresas pesquisadas pela entidade, 34% responderam não ter site. Esse número é ainda maior entre as microempresas – 41%. O índice entre os grandes e pequenos negócios é praticamente igual, 14% e 15%, respectivamente. As médias empresas são as mais presentes na internet: apenas 5% não têm website.

“Quem não está na web certamente está perdendo negócios. Ninguém mais procura uma empresa pela lista telefônica. Hoje, as páginas amarelas são a busca do Google”, afirma Marlon Souza, diretor de negócios e planejamento da Morphy. A agência, com sede em Blumenau (SC), desenvolve ações interativas para clientes como McDonald’s, Editora Globo e Haco. Para o executivo, é melhor manter uma página virtual apenas com um telefone do que ignorar totalmente a web. “Não é mais um diferencial, é necessidade primária”, sentencia Souza.

O uso das ferramentas disponíveis no universo on-line vai depender dos objetivos da empresa e, claro, de suas condições financeiras. Assim, uma empresa com baixa capacidade de investimento não precisa envolver sofisticadas tecnologias em suas ações digitais. “Com ações comuns como um blog, por exemplo, é possível obter bons resultados”, destaca Souza. Segundo ele, mesmo no caso de grandes empresas é preciso ir com calma. “Muitos clientes chegam pedindo aplicação para iPhone, jogos virtuais, etc., sem ter um objetivo definido.”

Saber aonde se quer chegar é o primeiro passo para qualquer ação empresarial. Com a web não é diferente. Souza propõe que os executivos discutam e definam seus objetivos antes de sair fazendo investimentos só por modismo ou mesmo para seguir os movimentos dos concorrentes. Antes de tudo, algumas questões precisam ser respondidas, tais como: quais resultados a empresa espera obter na internet? Ela quer apenas marcar presença on-line ou pretende fazer lançamentos de produtos, interagir com os clientes ou até mesmo utilizar a web como um canal de venda?

O que não é mais aceitável é ignorar o canal digital. De acordo com Marlon, muitas empresas de grande porte estão aprendendo a lição de forma traumática. “Elas resolvem agir só quando um cliente espalha algum comentário ruim sobre a empresa no Twitter ou no Orkut. Ou ainda quando a concorrência faz primeiro e ganha destaque por conta de uma ação de marketing digital”, afirma Souza. Na opinião do executivo, está mais do que na hora das empresas sintonizarem suas campanhas off-line com ações on-line.

“As empresas precisam manter uma orientação de marketing digital, da mesma forma que contam com assessorias jurídicas e contábeis para seu negócio”, defende Átila Genehr, diretor da Magoweb Marketing Digital, rede de franquias especializada em soluções para internet. Para o executivo, ao contrário do que muitos empresários pensam, o custo é acessível e se traduz em retorno financeiro a curto prazo. “Com um salário mínimo mensal é possível receber orientação básica e ter resultados práticos”, garante Genehr.

O Palace Hotel de Campo Grande é um dos clientes da Magoweb. Desde que lançou o website do empreendimento, há seis meses, Julia Chacha viu a taxa de ocupação do hotel crescer em 30%. “E sabemos que podemos melhorar muito com a realização de mais ações de marketing digital linkadas com eventos realizados na cidade”, destaca Julia. O contrato com a Magoweb inclui um relatório mensal de monitoramento da internet, com número e perfil dos acessos ao site. Os dados se traduzem em subsídios para novas ações. “O melhor é que o custo é muito acessível e se paga em pouquíssimo tempo”, afirma Julia.

Para quem sequer existia na internet, o Palace está muito bem ranqueado na pesquisa do Google. Hoje, ao buscar por “hotel campo grande”, o empreendimento aparece logo no primeiro resultado – uma lista de hotéis da cidade com localização no Google Maps. Esse é um fator importantíssimo se for levado em conta que, segundo pesquisas, 90% das pessoas utilizam pelo menos uma fonte on-line na hora de pesquisar hotéis, passagens aéreas, aluguel de carros e cruzeiros marítimos.

“A internet permite que uma pequena empresa pareça grande”, destaca o diretor da Magoweb. Para ele, mesmo uma padaria de bairro deve investir no relacionamento virtual com seus clientes como uma forma de reforçar a marca. E para que os esforços não sejam em vão, ele aconselha prestar atenção em alguns detalhes, começando pela linguagem e design da página. Textos longos com letrinhas miúdas, por exemplo, podem afugentar usuários. Certifique-se ainda que o seu site rode sem problemas em qualquer navegador.

Juliano, da Navita: maior problema para o uso eficiente da internet é a falta de uma estratégia alinhada com todos os setoresAlém da usabilidade, prepare a página para receber tráfego de qualidade, ou seja, o seu cliente. Empresas especializadas trabalham com uma série de estratégias para otimizar a busca da empresa no Google e, consequentemente, aumentar o índice de acessos. A atualização do conteúdo é outra condição indispensável. Pensando nisso, a Navita desenvolveu o Portal 2.0, uma ferramenta que entre outros benefícios permite a descentralização do conteúdo, normalmente dependente da interação com a área de TI.

“Hoje ainda é muito comum que as alterações sejam enviadas para a área de TI, que coloca o pedido no agendamento, um processo que chega a levar duas semanas”, conta Juliano Ghisi, diretor de produtos da Navita. O executivo concorda que o maior problema para o uso eficiente da internet é a falta de uma estratégia alinhada com todos os setores da empresa. “Os custos já diminuíram muito. Eu não acredito mais em barreiras financeiras e de conteúdo. O problema é falta de planejamento”, afirma Ghisi.

Contatos:

Magoweb: (51) 3711-7495
Morphy: (47) 3037-7237
Navita: (11) 3045-6373
Palace Hotel Campo Grande:(67) 3384-4741

Sistema CNDL

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