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Comércio mantém ritmo forte, apesar da desaceleração do PIB, diz CNDL

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) avalia que o forte resultado do comércio, com alta de 8,3% na comparação entre janeiro deste ano e o primeiro mês de 2010, reflete claramente o bom momento pelo qual passa setor, apesar da nítida desaceleração da economia brasileira.

Um exemplo desse bom desempenho é o segmento de móveis e eletrodomésticos, que, segundo o IBGE, registrou a maior variação em janeiro, de 2,7%, à frente de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,2%) e material de construção, com alta de 1,1%.

Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, esse resultado é em decorrência principalmente das liquidações de início de ano, que tradicionalmente movimentam o comércio e alavancam vendas e novas contratações.

O lado negativo da pesquisa do IBGE, segundo lembrou Pellizzaro, ficou por conta do resultado das vendas de veículos e motos, que apresentaram pior desempenho entre os ramos pesquisados pelo IBGE, e que, para o presidente da CDNL, “reflete o arroxo promovido pelo Banco Central nas operações de crédito. “Por serem bens mais suscetíveis a financiamentos de longo prazo, foi um segmento penalizado, exatamente por estar no cerne das preocupações do Banco Central com a adoção de medidas macroprudenciais em dezembro”.

O presidente da CNDL também avalia que os dados apresentados pelo IBGE vieram em consonância com o que já previa o movimento lojista, e que os resultados só foram possíveis em função do excepcional momento do mercado de trabalho, que em fevereiroapresentou crescimento 34,8% superior ao melhor desempenho da série histórica do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), segundo divulgou hoje o Ministério do Trabalho e Emprego.

“São números que mostram uma realidade hoje presente em todo o Brasil, e não apenas em um único setor da economia ou uma única região do País”, reforça Pellizzaro, para quem o mercado de trabalho possibilitou que os brasileiros tivessem mais segurança quanto ao futuro, assumindo assim compromissos de longo prazo e girando a roda da economia. “Em 2003, segundo números do Banco Central, o brasileiro comprometia 15% da sua renda com prestações. Hoje, oito anos depois, esse percentual chega a 22%, o que reflete a confiança do trabalhador na manutenção do emprego”.

Pellizzaro citou ainda os números de inadimplência para citar que esse cenário não é de descontrole. “Ainda que o brasileiro tenha assumido mais compromissos, ele está mais rigoroso com suas contas. Em 2003, segundo os mesmos números do Banco Central, ainadimplência representava 7,7% do total de crédito concedido, enquanto que em janeiro de 2011, esse patamar havia recuado dois pontos percentuais, para 5,7% do crédito total”.

Sistema CNDL

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