07/04/2011
CNDL diz que medidas do governo são ineficientes no combate à inflação
As medidas anunciadas pelo governo federal para reduzir o consumo e a inflação foram inócuas do ponto de vista da pressão de demanda, que se baseia principalmente no gastos com alimentos, transportes e habitação, segundo disse o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior.
Para ele, as medidas prudenciais adotadas em conjunto pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central (BC) surtiram efeito apenas nas compras a prazo, ao passo que o descompasso entre oferta e demanda decorre sobretudo das compras de itens básicos, geralmente feitas à vista. “Ninguém compra bife a prazo”, justificou o presidente da CNDL.
Pellizzaro também alertou para a alta da inadimplência, que acende, pela primeira vez nos últimos 24 meses, um sinal “muito amarelo” para as perspectivas para o ano. De acordo com dados do Indicador de Inadimplência e Vendas, preparado com base nos dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), março apresentou deterioração nas três principais variáveis pesquisadas: inadimplência, vendas a prazo e recuperação de crédito.
“Após dois anos de baixa, é a primeira vez que começamos o ano projetando uma alta da inadimplência”, alertou Pellizzaro Junior, que mencionou também quedas nos índices de consultas nas compras com cheque pré-datado e no crediário e no volume de recuperação de crédito, representado pelos cancelamentos de registros de devedores junto ao SPC Brasil.

