24/02/2014
Fonte:Estela Benetti
CDL Shopping pode ter mais de 1 milhão de lojas virtuais no país
O maior shopping virtual do Brasil e um dos maiores do mundo. Assim será o CDL Shopping Virtual (www.cdlshopping.com) que deve ser lançado em maio pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Quem está elaborando o portal é a Flexy Negócios Digitais, empresa de tecnologia de Florianópolis. Na entrevista a seguir, Juarez Beltrão, um dos fundadores e diretor comercial da Flexy antecipa detalhes do projeto que é um dos mais importantes da gestão do presidente da CNDL, o empresário catarinense Roque Pellizzaro Junior.
Por que a CNDL decidiu lançar o CDL Shopping Virtual?
Juarez Beltrão – O movimento lojista brasileiro, um dos maiores do mundo, está se adaptando aos novos tempos. As CDLs estão perdendo a receita das consultas ao SPC porque a maioria dos clientes compra com cartão de crédito. Sabendo disso, empresas de tecnologia passaram a propor à CNDL um shopping virtual ao país. Nós, da Flexy Negócios Digitais, também participamos e vencemos. É um dos projetos mais importantes da gestão do catarinense Roque Pellizzaro Junior à frente da entidade.
Quem pode ter loja no CDL Shopping e quanto vai custar?
Beltrão – Podem participar lojistas associados de CDLs de todo o país. Eles vão adquirir e montar suas lojas com base e modelos prontos. A compra pode ser com cartão do BNDES em 48 parcelas de R$ 101 (R$ 4.848) ou pagamento em três vezes de R$ 1,3 mil (R$ 3,9mil). Para manter a loja operando, terá taxa mensal de condomínio de R$ 189. Não haverá cobrança sobre percentual de vendas. Teremos uma máquina de cartão de crédito virtual única na CNDL. Todas as compras vão passar por lá e depois vão aos lojistas. O consumidor fará compras num único carrinho e pagará só uma conta. Essa operação facilitou muito e foi uma das razões pelas quais o nosso projeto foi aprovado.
Qual é o público-alvo?
Beltrão – São todos os lojistas associados às CDLs, cerca de 1,3 milhão. O público-alvo são as pequenas e médias empresas que ainda não têm a sua loja virtual por questão de custo. Mesmo se tivesse condições de bancar não conseguria competir nacionalmente porque ninguém conhece elas. O CDL vai emprestar credibilidade. Por menor que seja, o lojista vai estar no CDL Shopping.
Como o consumidor poderá comprar?
Beltrão – O sistema vai identificar automaticamente a cidade em que o consumidor está e apresentar as lojas de lá. Se ele quiser comprar numa loja de Belo Horizonte, vai escolher aquela cidade. As compras poderão ser feitas de qualquer lugar do Brasil e do exterior. As buscas poderão ser por menor preço, tipo de produto, os mais vendidos etc…
Como está o mercado de e-commerce?
Beltrão – Está crescendo de forma acelerada. Em 2013, alcançou no Brasil receita de R$ 31 bilhões, com crescimento de 29% frente ao ano anterior. Em 2014, a estimativa é de R$ 39 bilhões e a CNDL quer participar disso. Uma frase divulgada na virada do ano foi a de que o e-commerce salvou o Natal inclusive em Santa Catarina. Foram R$ 4,3 bilhões em compras pela internet. As vendas nas lojas físicas despencaram, venderam apenas cerca de 3% a mais do que no Natal anterior. Já as vendas por e-commerce tiveram alta de 40%. O que mais vende em quantidade, hoje, é moda e acessório. Em volume de dinheiro são os eletrodomésticos. São poucos produtos, mas custa mais. Também vende muito livro, CD e DVD. Se o consumidor é o rei, precisamos dar o que ele quer, na hora que ele quer, do jeito que ele quer. O e-commerce é isso. As pessoas compram pela internet por comodidade. Se já sabe o que vai dar de presente, pesquisa e compra com antecedência. O projeto CDL Shopping é complementar, o lojista tem loja física e loja online. O consumidor pode comprar pela internet trocar na loja física. Loja física que oferece a opção online tem mais chance de sucesso, o consumidor tem referência. E quando ela está dentro da CDL Shopping, o lojista tem mais uma referência, que é a credibilidade da CDL.
Como a Flexy conquistou o projeto da CNDL?
Beltrão – O nosso projeto foi o vencedor pela robustez tecnológica, é tudo cloud computing (em nuvem) pela Amazon. O lojista não precisa comprar um computador, usa o que tem. Outro fator que a escolha da Flexy foi o negócio vantajoso para todos os envolvidos. A CDL Shopping não participa da venda do lojista. Ele só compra a loja e paga o condomínio. O empresário está cansado de percentuais.
Que outros produtos a Flexy oferece ao mercado?
Beltrão – Oferecemos o produto loja online normal para empresas do varejo que queiram ter suas lojas individuais. Temos outro produto que é um portal de vendas B2B para indústrias, atacadistas e distribuidores. Isto porque com a mesma lógica do e-commerce, a indústria não pode alcançar todos os mercados. Se tem um cadastro, o lojista pode comprar da indústria via internet como se fosse um e-commerce. Esse é o nosso carro-chefe na Flexy. As empresas tem muito interesse nisso. Quando chego com a cadeia de distribuição online, o portal B2B faz toda a diferença.
Como está a presença da empresa no exterior?
Beltrão – Já estamos no Panamá, Chile e Peru. Estamos abrindo mercado fora do brasil com o B2B. Esses países estão com economia aquecida e não têm essa tecnologia. Em breve vamos para a Colômbia. São países que estão em alta, com elevado nível de emprego e economia pujante. O Panama é um dos principais mercados B2B do mundo porque tem a presença de grandes atacadistas e distribuidores. Por enquanto, a Flexy vai focar no shopping online, lojas online e portar B2B. Eu cuido do marketing e meus sócios, o Marlon e o Cristiano cuidam do setor de tecnologia. Eles desenvolvem os produtos e fazem os negócios acontecer.
Tecnologia de ponta
O site CDL Shopping está em construção mas já oferece uma série de informações. o site é o www.cdlshopping.com

