29/09/2010
Fonte:Assessoria de Imprensa da CNDL
Case sobre Havaianas abre terceiro dia de Convenção Nacional
Mostrar ao mundo que o Brasil tem produtos de qualidade e potencial para competir fora de suas fronteiras com as etiquetas made in France, made in Japan, made in USA. Este era o desafio da administradora de empresas Ângela Hirata quando assumiu em 2001 a diretoria de comércio exterior da São Paulo Alpargatas, dona da marca Havaianas. Na época, a exportação das tradicionais sandálias de borracha representava 1,5% do faturamento total da empresa. Em quatro anos, este valor subiu para 10%, alcançando 200 mil pontos de venda em quase 60 países.
À frente da equipe responsável pelo desenvolvimento de novos mercados, a executiva transformou a marca popular em grife mundialmente conhecida. Para tornar a Havaianas objeto de desejo fora do Brasil, Ângela Hirata firmou parcerias com distribuidores e representantes locais. “Cada país tem suas preferências, alguns preferem determinadas cores, com salto ou sem salto, você tem que avaliar muito o mercado”, diz a executiva, que fala fluentemente japonês, inglês, espanhol e italiano. Ela destaca que o respeito às diferenças culturais é o segredo do sucesso das sandálias Havaianas, marketeadas no Brasil como ‘as legítimas’.
Maestro João Carlos Martins emocionado público da Convenção Nacional
O mastro João Carlos Martins encerrou com chave de ouro o ciclo de palestras da 51ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, nesta quarta-feira, 29. No fim desta manhã, o maestro emocionou a todos ao contar aos convencionais a sua história. Quando se viu obrigado a abandonar as teclas do piano, companheiro por mais de 50 anos em espetáculos que o tornaram um dos maiores concertistas do mundo, João Carlos Martins precisou superar a falta de movimento nas mãos e reiventar-se como artista. Aos 63 anos, começou a ter aulas de regência e voltou como maestro aos palcos do Carnegie Hall, em Nova York. Hoje, aos 70 anos, sua vocação para a música é tão reconhecida quanto sua determinação para superar as adversidades.
“A pessoa deve sempre acreditar que ela é como uma flecha. Ela pode se perder, mas sempre acha o rumo final”, completou. O maestro terminou sua participação da Convenção Nacional tocando ao piano acompanhado de um violino a música ‘Eu sei que vou te amar’, seguida da versão do hino nacional brasileiro.
A paixão e os percalços – João Carlos Martins ingressou na música clássica ainda criança e aos 20 anos já era reconhecido internacionalmente. Aos 26 começaram os desafios: sofreu uma queda numa partida de futebol comprometendo o movimento da mão direita. Com o tempo adaptou seu modo de tocar e voltou aos concertos. Porém, novamente suas mãos sucumbiram, dessa vez pela Lesão por Esforços Repetitivos. Quando estava recuperando-se, foi agredido durante um assalto perdendo a mobilidade do lado direito do corpo. Mais tarde, um tumor na mão esquerda privou-o do contato com o piano. Longe dos espetáculos, tornou-se empresário do boxeador Eder Jofre que o motivou a não desistir da música. Em 2009, foram 181 concertos como regente.
Consagrado como um dos maiores pianistas intérpretes do compositor alemão Johann Sebastian Bach, como regente é responsável pela Bachiana Filarmônica e Bachiana Jovem, orquestras formadas com músicos da periferia de São Paulo. Em 2009, o maestro e pianista conseguiu tocar pela primeira vez em oito anos, com a mão esquerda: “toco praticiamente com três dedos, mas se ainda consigo chegar ao coração das pessoas, eu digo: porque não?”, ressaltou.

