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Carta aberta da Unecs de apoio às posições do presidente do SEBRAE, Guilherme Afif Domingos

A União Nacional das Entidades de Comércio e Serviços (UNECS), por meio desta carta aberta, declara apoio total e endossa, ipsis-litteris, a posição do recém-nomeado presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Guilherme Afif Domingos, em favor da manutenção, sem cortes, do orçamento do SEBRAE. A UNECS também apoia, nos mesmos termos, o posicionamento de Afif sobre a liberação de parcelas dos compulsórios dos bancos para o setor produtivo, mais especificamente, para micro e pequenas empresas.

Afif declarou, a órgãos de imprensa, na última sexta-feira, dia 30 de outubro, que, na presidência do SEBRAE, descarta a participação da entidade no acordo com o governo, que prevê a aplicação de 25% da receita das instituições que formam o Sistema S, do qual faz parte o SEBRAE, em programas do Ministério da Educação. “O SEBRAE é diferente porque envolve micro e pequenas empresas de todos os setores econômicos e já desenvolve várias atividades que coincidem com programas do governo”, disse Afif, conforme publicou o site Notícias Contábeis, creditando a informação ao jornal DCI.

Também em declaração a veículos de comunicação, Afif se comprometeu a defender, junto ao governo federal, a liberação de parcelas dos compulsórios dos bancos para o setor produtivo. O posicionamento de Afif foi noticiado pelo site Diário do Comércio, com créditos à Agência Brasil, na seção de Finanças, e revelou a preocupação do presidente do SEBRAE com o fato de, em setembro, pela primeira vez, depois de muitos anos, o desemprego estar atingindo micro e pequenas empresas brasileiras. “Está muito difícil captar dinheiro […] A liberação do compulsório é a saída, não para o consumo, mas para a produção, para sustentar o processo produtivo”, declarou Afif.

Não existe ajuste fiscal sem crescimento econômico e, por isso, a atividade produtiva deve ser alavancada. Logo, liberar parte importante do depósito compulsório bancário e manter a totalidade do orçamento do SEBRAE, já que o mesmo tem sido usado para estimular a atividade dos pequenos negócios, seja pela capacitação ou pelo estímulo à inovação, são formas eficazes de combater os efeitos nocivos da crise sobre o emprego, a geração de renda e a produção brasileira. Essa é a posição dos presidentes das sete associações que constituem a UNECS (ABAD, ABRAS, ABRASEL, ANAMACO, ALSHOP, CACB e CNDL), que neste momento se pronuncia, enfaticamente, em favor dessas medidas.

Sistema CNDL

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