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Alta moderada sinaliza fim de dois anos de queda

Apesar do alto nível de desemprego, com cerca de 14 milhões de brasileiros sem trabalho, e dos sinais tímidos de reação da economia, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) confia na recuperação do varejo restrito (que exclui veículos, peças e materiais de construção) em 2017. A expectativa é de uma alta de 2% ante o ano anterior, impulsionada pela redução da inflação e das taxas de juros, diz o superintendente da entidade, Éverton Correia.

Se a projeção se confirmar, será o fim de um período de dois anos de queda – de 6,2% em 2016 e 4,3% em 2015 – apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos cinco primeiros meses de 2017, o desempenho estava negativo em 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado, mas maio já teve alta de 2,4%, o que representou a segunda expansão seguida na comparação mensal, lembra o executivo.

Conforme Correia, a queda da inflação reduz os reajustes de preços da indústria e a necessidade de repasses no varejo, o que estimula o consumo. No ano passado e no acumulado de janeiro a maio de 2017, a receita nominal do setor cresceu 4,5% e 1,8%, respectivamente, mesmo com a retração dos volumes, mas o movimento não significou aumento das margens apuradas pelas lojas.

A liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também contribuiu para a retomada do varejo e a redução da inadimplência, diz o executivo. No primeiro semestre, 1,5 milhão de pessoas ainda ingressaram nos cadastros de devedores no país e somaram 59,8 milhões de negativados, mas a tendência é a de redução deste contingente no segundo semestre.

Segundo o superintendente, entre os segmentos que sentem a recuperação dos negócios estão os que amargaram as maiores quedas nos últimos anos, em especial as lojas de tecidos, vestuários e calçados e de eletrodomésticos. A retomada ainda é insuficiente para reverter a perda de empregos no varejo como um todo, embora o número de vagas fechadas no primeiro semestre tenha recuado para 125,1 mil, ante 236,7 mil no mesmo período de 2016, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

 

Fonte: Valor 1000

Sistema CNDL

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