19/01/2011
Alta dos juros seria desnecessária se governo tivesse cortado gastos, diz CNDL
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) lamenta a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar a taxa básica de juros, e avalia que a alta da Selic seria desnecessária se o governo tivesse cumprido a promessa de fazer, em 2010, um forte ajuste fiscal, reduzindo gastos e o peso do Estado na demanda interna.
Com a elevação da Selic, a primeira no governo da presidente Dilma Rousseff, o Brasil se firma no posto de campeão dos juros reais, com a taxa anual oscilando próximo a 7%, levando-se em conta a projeção para a inflação nos próximos 12 meses.
Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, esse patamar de juros é um desestímulo ao investimento privado, o que prejudica também a formalização no mercado de trabalho e o fortalecimento da massa salarial, dois dos mais importantes motores do desenvolvimento brasileiro nos últimos anos.
Segundo Pellizzaro, as medidas adotadas em dezembro pelo Banco Central, que retiraram R$ 61 bilhões do mercado de crédito, teriam sido suficientes para conter uma pressão desmedida sobre o consumo caso fossem combinadas com uma série de cortes nos gastos com despesas de custeio da máquina pública.

