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Os desafios para salvar o crescimento em 2013

Alguns índices divulgados recentemente apontam para um cenário não tão promissor quanto se imaginava para 2013, o que deve levar o Governo e o Banco Central a reverem posicionamentos com relação a economia ainda neste primeiro trimestre do ano.

O principal problema está na inflação, que não parece dar trégua e avança muito acima das expectativas que se tinha ao final do ano passado. Corremos o risco de chegar ao teto da meta inflacionária até o final do primeiro semestre, o que não é desejável por nenhum segmento econômico, seja ele público ou privado.

Tal comportamento já levou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a declarar publicamente a possibilidade de rever a atual política de juros e voltar a utilizá-la como ferramenta de controle inflacionário. Ou seja, já é praticamente certo de que teremos um aumento na taxa Selic na próxima reunião do Copom.

Mas o que isto influencia no dia a dia de cada um de nós? A resposta é simples: deve haver daqui em diante uma redução na atividade econômica com uma queda na oferta de dinheiro (liquidez), o que consequentemente acarretará em uma redução do consumo. Além disso, é provável que haja uma análise de risco mais criteriosa no momento em que o crédito é concedido, seja ele para pessoas físicas ou jurídicas.

É notório que o atual modelo de crescimento começa a apresentar sintomas de esgotamento: a redução do desempenho do varejo em dezembro último em relação a novembro (feito ajustes sazonais) mostra que o comércio em 2013 não deverá apresentar o mesmo crescimento de 2012. Em especial, devido à forte antecipação de consumo ocorrida nos últimos meses do ano passado levada pelo fim dos incentivos dados pela redução de IPI para automóveis, móveis e eletrodomésticos, itens que se mostraram as grandes locomotivas a puxar o desempenho do comércio e que agora passam a perder força.

Dessa forma, é chegado o momento do Governo atuar fortemente em investimentos públicos, sobretudo em infraestrutura. Essas diretrizes estabilizam a economia, elevam o Produto Interno Bruto (PIB) e mantêm altos os níveis de empregabilidade do nosso Brasil.

*Roque Pellizzaro Junior
Presidente da CNDL 

Sistema CNDL

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