Atualize o seu Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 
 
 
PERFIL
[+] AUMENTAR FONTE [-] DIMINUIR FONTE PÁGINA INICIAL
 
24/02/10
Alessandra Restaino
A dama das bolsas

 

É no mínimo irônico saber que uma das principais executivas e filhado presidente da Le Postiche não gostava "tanto assim" de bolsas, preferindo os sapatos como objetos de desejo. "Mas não tive como não me apaixonar. É algo que vai impregnando nas veias, ficando cada vez mais forte", admite a diretora comercial da famosa rede varejista de bolsas, acessórios e artigos para viagem, Alessandra Restaino.

Hoje, há mais de 16 anos envolvida na companhia, ela já perdeu a conta de quantos modelos tem em seu closet. "Algo em torno de 40", diz. Mas o despertar dessa paixão só aconteceu devido ao envolvimento e o compromisso que Alessandra tem com todos os aspectos que envolvem a administração da empresa. "Não é porque eu sou a filha do dono, mas eu vibro com tudo o que acontece na Le Postiche", diz com orgulho. E não poderia ser diferente. Sua trajetória é dentro da companhia mistura-se com acontecimentos da vida particular. Desde a relação com o pai à primeira gravidez, aos 28 anos, na mesma época em que assumiu o atual posto na Le Postiche. "Trabalhei até o último dia de gestação",conta, revelando a dedicação que tem com o trabalho.

Berço e formação

"Não posso negar que ser filhado dono da empresa e neta do fundador me abriu portas e permitiu que eu ocupasse uma função importante", admite a executiva. "Mas isso também aumenta muito a cobrança sobre você", completa. Ela costuma dizer que precisou provar sua competência três vezes: por ser muito nova, mulher e filha do dono.Mas soube conquistar seu espaço e buscar o respeito da equipe por meio de qualificação profissional e intervenções bem-sucedidas, tornando-se o "braço direito" do pai,Álvaro Restaino, na direção dos negócios.

Ao falar do pai, aliás, Alessandra não esconde a admiração: "foi um grande empreendedor". Foi Álvaro Restaino quem transformou a marca Le Postiche em sinônimo de varejo de bolsas e artigos de vi-agem ao abrir, em 1978, a primeira loja na Alameda dos Maracatins, no bairro paulista de Moema, em parceria com os sócios José Nelson de Aguiar Fernandes e Antonio Isidro Fernandes. Dez anos antes, a Le Postiche, que em francês significa "O postiço", era o nome da fábrica de perucas de Antonio Restaíno (avô de Alessandra) e Antonio Passos, então sócios no renomado salão de beleza Antoine.

A transformação ocorreu em meados da década de 1970, quando a manufatura de perucas abriuespaço para a produção de artigos de couro. Em 1978, Álvaro e seu pai ficam com o nome "Le Postiche",para então inaugurar a loja em Moema. Desde então, a filosofia da rede é especializar-se no segmento de artigos de couro, oferecendo grande variedade de produtos com qualidade e preços baixos. O segundo passo para que o negócios e transformasse na marca conhecida que é hoje, com unidades nas principais capitais do país, foi a abertura de uma loja no Shopping Ibirapuera, em São Paulo.

A partir daí, a Le Postiche entrou numa fase de crescimento acelerado. Somente entre 1982 e1992, a rede passou de um total de cinco para 48 lojas. Esse período marca o início da expansão por meio do franchising, com a inauguração, a partir de 1989, das primeiras lojas franqueadas nas cidades de São José do Rio Preto (SP), Brasília,Curitiba, Campinas (SP) e ABC pau-lista. As lojas que eram de propriedade dos três sócios também são transformadas em franquias.
Confiança paterna

É nessa fase que Alessandra ingressa de vez na companhia, onde já tinha atuado como vendedora para ganhar uns "extras" e ajudado a fazer pacotes em épocas de maior movimento quando mais nova. No início da década de 1990,a convite do pai, deixou o estágio em uma empresa de telecomunicações para assumir a direção comercial das franquias que ficaram com Álvaro Restaino. Nessa fase, ela ainda cursava o terceiro ano da faculdade de Administração e passou por um longo período de aprendizado dentro da empresa.

Foi a partir de 1997 que sua intervenção como executiva começou a fazer diferença. Nesse ano, a rede passou por uma fase de reestruturação, inovando processos internos e desenvolvendo a concepção e implantação da "Loja Ideal Lê Postiche" –, projeto coordenado por Alessandra, que assume nesta época a diretoria comercial de toda a empresa. A partir de então, cliente e vendas passaram a ser o foco do negócio, em grande parte, por conta da direção dada por ela.

Era a combinação que faltava, uma vez que Álvaro Restaino sempre foi um homem "da área de compras", conforme define Alessandra."Minha atenção se voltou para um trabalho mais direcionado para o atendimento ao cliente e o ponto-de-venda", conta. "Talvez essa tenha sido uma das minhas maiores contribuições para a rede", avalia, reforçando a complementaridade entre sua visão e a experiência do pai.

A nova proposta buscava deixar as lojas da Le Postiche com um aspecto mais moderno, com o uso de equipamentos diferentes, um ambiente menos poluído, mais confortável e com uma comunicação mais eficaz. “Apesar do atendimento feito por vendedores treinados, o espaço da loja precisava falar por si”, diz Alessandra, lembrando que, quando seu pai abriua primeira loja da rede, já notava a existência de dois padrões de loja no mercado: as "butiques" e os"depósitos". De acordo com ele, a Le Postiche deveria ser um meio-termo entre os dois.

rescendo na crise

Logo em seguida, porém, Alessandra passaria por mais uma provação, com a divisão societária da empresa. José Nelson de Aguiar Fernandes e Antonio Isidoro Fernandes venderam suas participações para abrir outra rede com os pontos da Le Postiche que eram administrados por eles. Álvaro Restaino ficou com o direito sobre a marca, mas com menos lojas na rede. Essa crise deu início a um momento de reorganização na empresa, com enxugamento da estrutura,a diminuição de pessoal e a interrupção da expansão por meio de franquias.

"Foi o momento de reorganizara casa", conta Alessandra. Nesse processo, os executivos do grupo constataram a necessidade de um reposicionamento da marca – o que novamente teria a influência determinante do conhecimento da jovem executiva, com cursos de especialização na área de varejo no Brasil e no exterior. Tendo em vista a proposta de troca de conceitos dentro da empresa, ela liderou, no início de 2000, a mudança na estratégia de expansão da rede,trocando o sistema de franquias pelo licenciamento da marca.

Neste novo modelo, os licenciados poderiam ir além de apenas replicar os conceitos da Le Postiche,como acontecia com os franqueados, e também participar dos processos de gestão. Na avaliação de Alessandra, a estratégia foi um sucesso. “Oferecemos um incentivo a mais nos negócios, o que dei-xou os licenciados bastante satisfeitos", explica a executiva. "Afinal,eles passaram a ser donos das lojas, e nós apenas detemos o direito sobre a marca."

Em 2005, foi a vez de outro reposicionamento da marca, agora voltado para o conceito de moda dentro do negócio. Mais uma vez,Alessandra assumiu a dianteira da transformação e coordenou a atualização do layout das lojas, que ficou mais prático e funcional, e do logotipo da empresa, que ganhou letras mais finas e arredondadas. “A idéia era simbolizar a nova identidade da Le Postiche, mais relacionada a moda e estilo”, conta. Ao mesmo tempo, a empresa passou por uma atualização geral, que incluiu mudanças na comunicação, uniformes, embalagens e papelaria, além do lançamento de um aroma exclusivo e uma trilha sonora personalizada para todas as lojas.

A executiva costuma visitar as lojas para acompanhar os serviço se ter uma idéia do que pode ser melhorado. Entre as novidades da rede para este ano, ela destaca o lançamento do cartão de crédito Lê Postiche, em parceria com o Unibanco e com a bandeira Mastercard. “O cartão é uma forma de entender melhor os hábitos de consumo dos clientes, servindo como uma ferramenta de fidelização e viabilizando o acesso à compra”,explica. O ano de 2007 também marca o início das vendas pela internet, em uma parceria com aAmericanas.com, e a inauguração de um centro de distribuição próprio, que recebeu um investimento de R$ 6 milhões e dará maior agilidade ao abastecimento das lojas.
Maturidade precoce

Por muito tempo, Alessandra só tinha hora para chegar ao escritório, o que mudou um pouco atualmente. Hoje, a executiva prefere uma rotina um pouco menos estressante, para conciliar melhoro trabalho e a vida particular, principalmente cuidar dos dois filhos.Em parte, isso reflete o amadurecimento profissional, que chegou mais cedo. Enquanto muitos colegas da faculdade ainda estavam começando a carreira em cargos de estágio, ela respondia por uma função de chefia dentro da Le Postiche. E acima de muitas pessoas que a conheceram ainda menina e que a viram crescer. "Mas isso nunca foi problema, e mesmo o preconceito que sofri no começo mudou bastante atualmente. Hoje, eu não preciso mais provar nada a ninguém", diz essa executiva apaixonada pelos negócios, e, agora,também pelas bolsas.



Fonte: Paula Arend
 
Arquivo de entrevistas
 
02/09/10 Fetiche Sex Shop
 
09/08/10 BrandsClub
 
02/08/10 Pague Menos
 
28/06/10 Endossa
 
01/06/10 Samuel Seibel
 
listagem completa
 
 
 
Nacional
 
 
Eleições na CNDL 2010 para a gestão 2011 a 2013
 
Jurídico
 
 
Veículo monitorado faz motorista ganhar hora extra
 
SPC Brasil
 
 
Mais de 27% dos consumidores têm dívidas por mais de um ano
 
NRF 2010
 
 
Notícias sobre o evento, arquivos para download e muito mais!
 
 

Atualize o seu Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas
Sede - Brasília - DF
Fone: (61) 3213-2000 Fax: (61) 3213-2009
E-mail: cndl@cndl.org.br